Thursday, December 16, 2010


Todo acordar pode ser um novo nascer
(to a dear brother) 
Hoje me assustei. Sabe aquela coisa de trabalhar demais, sob stress e sem parar pra relaxar e escutar de verdade o coração e a alma. A história é clássica, mas hoje passou perto demais.
É difícil acreditar que as coisas podem acontecer conosco, porque preferimos nos alimentar das emoções que elas provocam quando acontecem com os outros. A realidade, porém, é mais direta: Elas podem, sim, acontecer conosco. Cuidar-se é uma atitude diária. Começa já. Não dá pra deixar pra amanhã, porque deixar pra amanhã torna-se um hábito. Um mal hábito!
Cuidar-se dá trabalho. Dá trabalho porque demanda discuplina e provoca os outros para que te pressionem a parar com isso. Todos incentivam, mas ao mesmo tempo te combram com demandas infindáveis que jamais caberão no tempo.
A atitude de cuidar-se é uma atitude de amor, pela vida e por si próprio. É uma attitude de humildade, ao aceitar nossa mortalidade e nossa fragilidade.
Somos seres maravilhosos, munidos de ferramentas maravilhosas que mal usamos e pouco aprendemos a usar. Usamos pouco o corpo, pouco a mente, pouco a alma. Usamos pouco nossas conexões, o amor que há no mundo e o mundo ao nosso redor. Usamos muito da forma errada, usamos pouco da forma boa.
Pare agora! Uma ano novo vai começar. Aproveite a oportunidade. Mas a mudança não vem do novo ano, vem de você.
Budha certa vez disse: Todo acordar é um novo nascer. Ao que um monge com quem muito estudei completou: E cada segundo pode ser seu acordar.
Desejo que meu amigo querido, irmão, alma boa, iluminado, ache seu caminho para acalmar sua mente, escutar sua alma e viver sua vida. Pois há muita vida nele para ser vivida. Muita riqueza para ser desperdiçada na velocidade do tempo. 
Você tem a coragem e a sabedoria pra fazer da sua vida tudo o que ela merece. Não viva apenas para atender as demandas dos outros, pois você é uma pessoa especial e todos acharão confortável te demandar sempre.
Meu coração sofre com tua angústia meu irmão. 
Compartilho com vocês o comunicado desta semana da 

As baleias não têm muito tempo. Os barcos de baleação japoneses estão no seu caminho para o Sul – mas somos, também!Temos quase 90 crewmembers, quem são acusados com uma coisa que fez alguma vez uma diferença em um movimento social – a paixão e iniciativa de indivíduos. Estes indivíduos são dispostos a sair ao mar e fazer uma estante contra os assassinos de baleia.
Prezado Apoiador,

As baleias não têm muito tempo. Os navios baleeiros japoneses estão a seu caminho para o Sul – mas nós  também estamos!

Temos quase 90 tripulantes voluntários, carregados com a única coisa que fez alguma diferença em um movimento social – a paixão e iniciativa de indivíduos. Estes indivíduos estão dispostos a sair ao mar e se depararem contra os assassinos de baleias.



Sea Shepherd parte para a sétima campanha em defesa das baleias: Operação Sem Conciliação
14 DEZEMBRO 2010
Depois de meses de preparação, a Sea Shepherd Conservation Society oficialmente partiu para sua Campanha em Defesa das Baleias 2010-11, a Operação Sem Conciliação. A frota deste ano é a mais forte até hoje, incluindo os navios veteranos Steve Irwin e Bob Barker, com a adição do trimarã recém-adquirido Gojira, Godzilla em japonês, com a rapidez e energia necessárias para superar os baleeiros e colocar um fim às suas vergonhosas atividades.

Clique e leia a íntegra.

Onde está a frota baleeira japonesa?
23 NOVEMBRO 2010
Comentário por Paul Watson


Nisshin Maru no porto, em 29 de novembro
Onde no mundo está a frota baleeira japonesa? Eles deveriam estar a caminho do Oceano Antártico para matar baleias.

A frota baleeira não se afastou do Japão ainda. Eles deveriam estar a caminho do sul, mas os navios continuam amarrados ao cais na Terra do Sol Nascente.

Seria maravilhoso se eles decidissem permanecer neste lugar. Talvez eles tenham jogado a toalha e não retornarão para o Oceano Antártico. Podemos ter esperança.

Há muitas possibilidades:

(1) Eles pararam e se renderam. Vitória total para as baleias.

(2) Eles ouviram que Michelle Rodriguez está a bordo do Steve Irwin, viram Avatar e decidiram não mexer com ela.

(3) O Imperador decidiu que era hora do Japão entrar no século 21 e pediu o fim da caça às baleia
Graaande final de semana em Paraty!

Parabéns pros novos mergulhadores!!
Mais uma turma da Scuba Point que se forma, e as águas ganham novos mergulhadores. Isso é, sim, uma comemoração, porque mais mergulhadores significa mais gente aprendendo a respeitar e admirar a vida nos oceanos, e, consequentemente, comprometidos com esta luta. A luta pra preservar e conservar os mares. Bem vindos e bons mergulhos!
 



O que muita gente acha que é uma mensagem, é apenas uma linguagem, e o que acham que é apenas uma linguagem, esta sim é, em si, a mensagem.

Tuesday, November 23, 2010

E pra aproveitar a balada das entrevistas importantes, aí vai a última do Raul!
Excelente... Dale Noviorque!

O Mistério que não acabou, e o que já se sabia se reforçou

"Quando abandonei o direito e me dediquei à carreira artística, sabia que a carreira artística era inútil. Eu hoje consegui ser um advogado mais inútil que qualquer artista."  Vandré

Outro dia postei um comentário sobre a entrevista de Geraldo Vandré na Globo News, dada no dia em que ele completava, sozinho, seus 65 anos.
Tentei assistir a entrevista novamente, mas não consegui.
Me incomodou demais. Me deixou entre triste e angustiado. De qualquer forma, pra quem não assistiu, reforço:  
Assista!
Coloquei ela aqui no Blog. Por favor, assita pois a história política perigosa e vergonhosa da política ainda recente não pode perder-se antes de esfriar, pois periga, assim não esfriar jamais. Se este país vai mudar é porque ele será mudado. E os que construiram a sua pobreza, seguem por aí convibendo com a verdade e a ilusão que se vende de uma nova era.




A entrevista começa dizendo que um dos maiores mistérios da MPB terminará naquela entrevista. Pra mim o mistério que havia segue, e o que, na verdade, todos sabiam, se reforçou.


Friday, November 19, 2010

Entrevista Marcio Svartman #ONWEEK

Entrevista publicada na Revista OnWeek - setembro 2010 quarta-feira, 15 de setembro de 2010, 11:25


Marcio

No terceiro dia do ON Week, o Marcio Svartman vai falar sobre o papel que o medo exerce nas nossas carreiras e negócios, principalmente no que diz respeito à vida corporativa jovem. Além da palestra, o consultor também estárá presente em uma matéria na Results#21 (rodando na gráfica enquanto escrevo esse post), sobre as novas relações hierárquicas corporativas,  nas quais o medo e a incerteza ainda são sentimentos bastante presentes. Então, enquanto você aguarda o evento (inscreva-se aqui) e a revista, adianto abaixo a entrevista que o Alê Finelli fez com ele para a reportagem.
Muitas empresas afirmam serem mais amplas e abertas ao diálogo. Como tem sido isso na prática? As relações entre os funcionários, de diferentes posições, estão realmente mais horizontais?
Acho que compararmos com as relações de trabalho até a década de 80, sim. Há uma diminuição das barreiras hierárquicas na empresa. Isto não quer dizer que elas sumiram. Além disso, uma mudança leva tempo para acontecer. Tirar as paredes, manter portas abertas e dizer que qualquer um pode dirigir-se ao presidente são atitudes simbólicas. Elas indicam o início da mudança, mas leva tempo para que estas intenções tornem-se realidade. As barreiras contruídas na mente das pessoas ainda não foram rompidas. Há muita fantasia sobre as relações hierárquicas, e estas fantasias existem desde que o homem começou a organizar-se em sociedade. No livro Totem e Tabu, de Freud, ele descreve de forma fascinante os rituais de relacionamento com os líderes em tribos primitivas na Oceania. Todas as dificuldades  já estavam lá, e seguem existindo. Rompê-las implica na contrução de um novo modelo mental. No dia-a-dia vejo, ainda, muito medo nas pessoas em dirigirem-se com espontaneidade a seus superiores na empresa. É uma pena, mas a realidade ainda é esta de maneira muito forte.
A forma como a Geração Y se relaciona com seus superiores é, de fato, diferenciada?
A maneira como esta geração vê a hierarquia é, sim, diferente. Mas eles também sabem perceber quais são os códigos adequados nos ambientes em que estão inseridos. Todos nós fazemos isto. É uma questão de sobrevivência nos grupos. Se um profissional acha que a formalidade para chegar ao presidente não faz sentido, ele pode ter mais facilidade de rompê-la, mas isto não quer dizer que ele irá ignorá-la, pois sabe que a organização é como uma sociedade, e tem suas regras. Algumas formais, outras não.
Então, quais são os caminhos para diminuir as distâncias hierárquicas?
É uma mudança cultural. Isto quer dizer que a mudança deve acontecer em diferentes níveis. Quando esta geração começar a subir a cargos mais altos, estas barreiras já irão diminuir naturalmente. A geração anterior, chamada Geração X, já está fazendo isto, pois também é bem menos formal que as gerações anteriores. Portanto, há uma diminuição neste gap que acontecerá naturalmente. Mas a grande dificuldade que ainda não foi abordada é reaprender a usar o diálogo como elemento de trabalho. Criar mecanismos adequados para a troca e a construção conjunta é um passo fundamental para que a diminuição da distância hierárquica torne a empresa mais criativa, inovadora e agradável. Ao invés de transformá-la em uma bagunça. Isto parece mais simples do que é na realidade, e as empresas não sabem fazer isto, nem a turma da Geração Y.
Fazendo um balanço disso, você acha que dá para concluir que as questões hierárquicas são mais pessoais do que geracionais?
Os dois aspectos influenciam este comportamento. Há um componente pessoal, que diz respeito à personalidade, mas também ao histórico de vida de cada um. Mas é inegável que há um componente cultural muito forte e importante. E este componente é diferente a cada geração.
Palestra no ONWeek 2010:

http://www.ustream.tv/recorded/9773168

Wednesday, November 17, 2010

No HSM Expomanagement 2010 estive na Estação do Conhecimento Geração Y falando sobre o medo.
Este é um papo sobre o tema com o Portal de Imprensa HSM.

Friday, November 12, 2010


Transparência, e não se fala mais nisso! ...ou quase.

Algumas pessoas nestes dias me perguntaram sobreo exercício da transparência na empresas.
Realmente o exercício não é complicado, mas como todo exercício ele demanda prática e repetição para que se aprimore. E dá trabalho, pois o que há muito não é exercitado, torna-se atrofiado, desengonçado.
A atrofia é tanta que quando vejo as tentativas de transparência, a falta de prática fica evidente, mas infelizmente não é evidente ainda para os profissionais envolvidos, que há muito não a praticam.
A transparência implica em um diálogo franco, o que está distante das práticas mais comuns entre profissionais e diferentes atores do mercado. Falta diálogo e falta consciência de que o diálogo não está ocorrendo. A estrutura de trabalho hoje não é contruída para facilitar o diálogo, mas para eliminá-lo. Cada vez mais vejo estruturas que eliminam o diálogo e discursos que declaram privilegiá-lo. Há uma dicotomia entre prática e discurso e isto está começando a colocar a transparência numa infeliz posição de discrédito.
Exercitar o diálogo demanda uma aprendizagem. Trabalho muito incentivando o diálogo em organizações. Muitas vezes acho que posso dar mais uma passo atrás, pois a organização conseguirá sustentar sozinha esta troca franca, mas o retrocesso é rápido, ainda que não volte ao ponto inicial. Ao mesmo tempo, o efeito que o diálogo provoca é incrível. O trabalho de reaprender a diálogar e exercer a transparência é fundamental, mas não ocorre no mesmo imediatismo ilusório ao que o Mercado se acostumou.
Por fim, estou cada vez mais convicto de que aprender a dialogar internamente e com o mercado é um dos saltos que precisam dar as empresas que surgirão em breve como as inovadoras destes tempos.

Wednesday, November 10, 2010


Enquanto nos esforçamos para criar o novo, os jovens o fazem sem esforço ou consciência. Apenas por ser isto, natural.
Também os jovens um dia assistirão a chegada dos mais novos, sem dar-se conta de que os que chegam não são crianças arrogantes, mas jovens que chegam mais uma vez com o novo enquanto, sem perceber, os que observam deixam de ser eles mesmos os jovens da vez.
E por isso tudo ocorrer enquanto vivemos, somos surpreendidos por esta mudança tão óbvia. A aprendizagem que nos cabe é aprender a saborear a maturidade e oferecê-la com humildade para que o novo seja cada vez melhor. O duro é que ser jovem é o desejo constante, pois a sensação de aventura oferecida pelo novo compensa a constante angustia da juventude que aproveita o momento com intensidade, mas sem a consciência de que o momento é apenas o momento e, sem dúvida, passará. Sempre passará pois a impermanência é lei inquestionável da vida.
E a juventude sempre passará, deixando sua grande e inquestionável transformação no mundo que permanecerá até que se vá, como sempre irá.

Wednesday, November 03, 2010


A Liberdade da Loucura
Neste feriado aproveitei pra ir ao teatro. Independente de comentários sobre a peça, que tomarei cuidado de fazer com mais vagar pra evitar injustiças, uma cena me chamou a atenção num despertar de curiosidade.
Os atores, em determinado momento, representam um grupo de, por assim dizer, loucos. São pacientes internados em uma instituição para doentes mentais.
Todos eles atuando com competência, representando de forma angustiantemente cuidadosa os pacientes com suas manifestações doentias. Mas era inevitável perceber o prazer em cada ator ao escolher como reprentaria ele sua loucura. Como cada um deles escolheu manifestar sua dita falta de sanidade, parecia ser um prêmio dado a cada um pela sua atuação nas demais cenas.
O prazer de poder ser louco e manifestar livremente sua loucura, permitindo ao corpo senti-la e à mente libertá-la, protegidos pelo palco e pela representação, era o brinde dado a cada ator, cuja a alegria em poder faze-lo transparecia em suas faces alegres e leves.
Como é bom poder ser louco vez por outra.

Friday, October 15, 2010


Tchau babe...
A minha avó, Babe Golda, tornou a vida cheia de sentimentos.
Sempre a chamei de babe, avó em idish. Isso rendeu uma terrível frustração à minha prima, que um dia chegou em casa vinda da escola, quase chorando por constatar que somente ela, de toda a sua classe, não tinha avó. Desde que nasci, eu também não tive uma “vó”. Tive babes. A babe Feige e a babe Golda.
A babe Golda não foi sempre uma pessoa fácil, mas foi sempre uma pessoa especial.
Nasceu na Polônia, em 1915, e ainda jovem chegou ao Brasil. Estudou, trabalhou, aprendeu português com perfeição e ingles pra falar com os irmãos que, ao deixarem a Europa, tiveram os estados Unidos como destino e, portanto, fizeram metade de nossa família, americanos.
Da habilidade em costurar criou com meu avô, uma bela empresa. Criou seus três filhos, conheceu seus dez netos e teve em seu colo 13 bisnetos. Babou em cada um deles. Foi o centro da família em tantos momentos, contou sua história, contou nossa história, abriu conosco bagagens de nossa família que só ela poderia nos ter mostrado. Umas belas, outras feias.
Se fascinou com os computadores que permitiam ver a família espalhada pelo mundo, falar com eles, escutar. Antes, não deixou jamais de escrever para todos, manter suas amizades, manter a família conectada. E, há 12 anos, quando declarou uma das milhares de vezes que já estava na hora de morrer, aceitou a proposta de uma sobrinha-neta e trocou a morte por escrever a história da família. Escreveu página e páginas de lembranças, festas, dificuldades, pobreza, alegria, conquistas e intrigas. Escreveu nossa história.
Fez trocas como esta muitas vezes. De meus 37 anos, 30 passei escutando dela e dos médicos, que minha babe Golda iria morrer em breve. Teimosa como poucos podem imaginar, ela viveu. Lúcida, presente, culta, atualizada e, como disse meu primo: moderna. Soube como ninguém observar e aceitar as mudanças do mundo. Foi uma das primeiras mulheres do Brasil a tirar uma carteira de motorista. Levou os filhos e netos pra cima e pra baixo.
Minha babe Golda tinha o dom de estar no centro. Esteve no centro da família, de festas, de histórias, de corações,…de intrigas e brigas. Muitas. 
Ela quiz fazer o celegial na Polônia, o que era ousado, e fez. Estudou e guardou seus cadernos até hoje. Assistiu brigas tristes em nossa família e soube sobreviver a elas. Foi generosa e foi egoista. Foi amorosa e malvada. Foi lider e foi observadora. Foi comunista, revolucionária e tradicionalista.
A babe Golda soube ser uma antítese. Tornou minha vida mais interessante, rica, profunda. É impossível descrevê-la de forma simples. Ela jamais conheceu a idéia de simples. Ela era o mais absoluto símbolo da tragicômica mãe judia que deixa os filhos neuróticos numa constante pulsação de queixas e elogios que não permite, jamais, a absoluta paz de espírito ou a completa desistência. Nos ultimos anos, tornou-se cada vez mais doce, cada vez mais próxima. A cada vez que a via, embrulhava meus rosto com as mão e me dava beijos, em series de dez pra não perder a oportunidade. Fazia isso com todos ultimamente.
Na infância, morava em uma casa de barro, e brincava na neve esperando congelar o rio para brincarem com trenós. Na juventude mudou de país, de continente. Encontrou uma terra nova que fez a sua terra, e nos ensinou a amar este país. Ela se dizia brasileira, amava ser brasileira e amava o Brasil. O lugar onde trabalhou duro, ganhou uma moeda, conheceu seu marido, vindo também da Polônia. Juntos, ganharam mais moedas, tiveram filhos, sobrinhos, amigos, netos, bisnetos…
Babe Golda morreu, foi em paz. Descansou. Estava querendo descansar, eu acho. Uma saga linda e intensa, de 95 anos de amor, dor, alegria, sofrimento, ódio, admiração, carinho, desprezo, encontros, desencontros, frustrações, surpresas, ilusões, reclamações, elogios, conversas, silêncios, gritos, intrigas, brigas, amizades, comemorações, risadas, projetos, hospitais, festas, uns que foram, outros chegaram, força, fragiligades, medos, construções, ensinamentos, nascimentos, mudanças,… saudades.
Saudades.

Golda Wolak Szewc, a babe Golde, nasceu na Polônia em 1915 e faleceu em São Paulo, enquanto dormia na madrugada do dia 13 de outubro de 2010, 16 dias antes de completar 95 anos pelo calendário gregoriano, mas 12 dias após completar 95 anos pelo calendário lunar judaico. Ela nasceu em Sichat Torá, dia em que comemoramos o recebimento da Torá, o livro que nos guia pela vida. Dia em que Deus nos dá presentes especiais.

Thursday, October 07, 2010

Sustentabilidade numa sociedade de consumo. Dá?

Publicado no www.itu.com.br : Quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ando próximo de vários movimentos de sustentabilidade corporativa.

Há algo em tudo isso que me preocupa entre as eventuais alegrias de ver uma ou outra coisa muito bem feita, apoiadas ou até estruturadas pelas empresas.

São alguns paradoxos que não consegui resolver, e dizem respeito principalmente às relações e ao planeta.

Vivemos em uma sociedade essencialmente corporativa, onde o poder das corporações é crescente e o seu foco é absolutamente claro: maximizar lucros. Isso é assim, pois o sistema foi contruído para isso. Qualquer pessoa, em uma grande corporação, que tentar afrontar isso será expelida pelo sistema. Independente do cargo ocupado. É a sociedade de consumo, dominada por grandes corporações, com poder imenso.

Agora, a maximização do lucro transforma cuidados com o meio ambiente em custo. Cuidados com os relacionamentos, e ética acima de preço, em custo também. O movimento de sustentabilidade tenta erguer em sua bandeira estes dois pilares, ao lado da sustentabilidade financeira de longo prazo. Modelos, como Ethos ou GRI, foram criados para parametrizar relatórios de Sustentabilidade nas empresas. Mas o que vejo é que as corporações aprendem a gerar seus relatórios, mas a cultura mantém áreas escuras que passam entre os dedos da sustentabilidade. É difícil que seja diferente, pois, em última instância, empresas tentarão incentivar o consumo. Quando todas assumirem algumas posturas básicas de sustentabilidade, pressionadas pelo mercado, isto deixará de ser um elemento diferenciador, e perderá sua força como diferencial competitivo. As empresas cessarão seus investimentos em sustentabilidade exatamente neste ponto. Assumo que isto representará uma melhora considerável, mas muito pequena frente ao tamanho da reversão que precisamos criar na questão ambiental. Há uma necesidade gigante de mudar radicalmente alguns valores em nossa cultura.

Por fim, exitem dois pontos principais que me fazem questionar o caminho que vamos seguindo. Primeiro, o paradoxo: Podemos criar uma sociedade que tenha a sustentabilidade realmente como um valor importante em uma sociedade de consumo dominada por grandes corporações?

Em segundo lugar: Se isto é possível de alguma forma – e não estou seguro de que seja – certamente deverá passar por uma atuação mais séria do Estado. Um Governo mais comprometido com a construção de um país exemplo em sustentabilidade é fundamental, e hoje isto efetivamnte não existe. O Capital ainda fala muito, mas muito, mais alto do que o problema ambiental e o problema da sustentabilidade da nossa vida neste planeta.

Saturday, September 25, 2010

Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores
emocionante profundo triste...

A entrevista de Geraldo Vandré exibida hoje (25 de setembro, 2010) na Globo News foi uma das coisas mais tocantes e tristes que assisti nos últimos tempos.


Uma alma rica, alegre, humanista e corajosa, foi esmigalhada pela vergonhosa, imoral e covarde máquina da repressão militar durante a ditadura que tivemos neste país nas décadas de 60 e 70.

Vandré articula sua fala com sabedoria e sensibilidade, mas com um psiquismo destruído que revela em suas entrelinhas um corpo agredido, machucado, mutilado. Vandré chegou a dizer que segue exilado, jamais voltou. Jamais pôde voltar, pois o homem que era foi destruído, junto com, como ele afirma, aqueles brasileiros idealistas que ainda acreditavam no cenário político.

Vandré foi parte da trilha sonora de minha infância e foi ao som de suas canções que meus pais me ensinaram o que é liberdade, democracia, idealismo. Ao vê-lo nesta entrevista, primeira à TV desde seu exílio. Sofri entre lágrimas a pobreza humana que vivemos.

Lamento discordar profundamente de Zé Ramalho, que há alguns anos declarou que Vandré está ótimo e produtivo. Discordo sutilmente da opinião dada pelo entrevistador que o entrevistou há algum tempo pro Cliquemusic, quando diz que ele está calmo e que "não pirou".
Vandré não "pirou", se por piração esperamos alguém dizendo frases sem sentido e andando pelado em praça pública, mas sua saúde mental é uma sombra que escurece sua mente machucada e assustada. Não dou muita atençao a classificações patológicas, mas, ao meu escutar e meu olhar não soa como bem, não soa como calmo e produtivo. Soam como a manifestação de um artista ao sofrimento tão profundo que ninguém poderia compreender e ele não aguentaria dividir.

Hoje temo por um país que reelege um governo que, a meu ver, se banha em um populismo puquíssimo democrático. Em respeito profundo a Geraldo Vandré não farei deste texto um manifesto político, mas um pedido por humanismo, seriedade, amor e construção conjunta. Nestes aspectos, nosso país vai de mal a pior, tomando rumos empobrecedores, Um pedido que faço apenas a Deus, evitando assim trazer a Vandré o universo político que ele, nitidamente doente, enfraquecido, moído, faz questão de manter fora de sua vida, provavelmente, por não poder jamais livrar-se das consequências de sua maravilhosa existência e seu encontro com o idealismo político e humano. Já que, no fundo, deveriam estes dois ser apenas um. Mas não são.

Poucas vezes vi um homem tão ressentido, magoado e sem forças de reagir. Um homem que criou para si um isolamento completo, talvez por não poder isolar-se de todos aqueles que estiveram em seu passado e que frequentam suas traumatizadas lembranças, que devem esconder-se do que lhe é consciente pra assombrar seu eu mais profundo.

No dia em que Vandré completou 75 anos ele foi deitar-se sozinho num quarto de hotel, e eu vou me deitar triste, com vergonha e com medo do que pode o ser humano desumanizado fazer com o outro.
...E pra não dizer que não falei das flores...

Monday, September 13, 2010

On Week! No dia 23/09, às 18h30, falarei sobre a influencia do medo na carreira profissional.
Dicotomias Federais

Na seana passada eu resolvi organizar algumas coisas. Pra começar, mirei algumas:
- Regularizar minha carta de motorista que estava suspensa.
- Tirar passaporte, já que o meu etá pra vencer.
- Tirar a segunda via do meu R.G., porque o meu tem 29 anos e ninguém mais quer aceitá-lo.

Entrei no site da Polícia Federal, vi a lista de documentos, preenchi os formulários, imprimi a Guia de pagamento e paguei. Tudo em menos de dez minutos na Internet. Mas o site disse: "Sem horário para agendamento. Comparecer à PF." Tudo isto na quinta feira.

Hoje fui até a Polícia Federal com os documentos. Cheguei às 8:00h e sai de lá às 8:30h...com tudo resolvido! Impressionante.

Enquanto isso, tento tirar meu R.G.
No site da Secretaria de Segurança mandm ir no Poupa Tempo. No Poupa Tepo dizem que só com agendamento por telefone. O telefone está SEMPRE ocupado. Fala sério!! Vou começar a andar por aí com o passaporte.

Friday, September 10, 2010

Governador apoiado por Lula é preso!...mas ele não sabia de nada.
estou profundamente indignado e sem esperanças




Na boa! Primeiro, metade do mais alto escalão do Governo Lula cai por escândalos de corrupção, e ele não sabia de nada?! Depois, apóia o Sarney durante um dos mais vergonhosos escândalos de corrupção e abuso de poder do Senado Federal, que teve um desfecho ainda mais vergonhoso, e tudo bem?! O Sarney seguiu como presidente do Senado e, na semana passada, o processo contra seu filho foi arquivado. Nós aqui, sendo tratados com desrespeito absoluto. Lula disse que ele deveria ser respeitado por ter sido presidente. Que?! Tipo Nixon? "Quando um presidente faz não é crime"?


Agora Lula aparece o tempo todo pedindo apoio ao Netinho, que, com todo o respeito, que é bem pouco, naõ é um cara nem com moral e nem com atitudes pra assumir uma cadeira na Casa de Representação do Povo! Netinho Senador?!! Fala sério? Depois reclamam do Tiririca!

Agora, foi preso o Governador do Amapá, que era apoiado em público pelo Lula. Ele está com a Dilma, diz sua campanha! Como hipótese: Se o Lula estava envolvido ele é um  criminoso. Se sabia, é criminoso também. Se não sabia, como diz, é péssimo gestor federal, pois nunca sabia de nada do que se passa no país, mesmo quando envolvendo pessoas tão próximas dele. Não dá mais. É muita impunição e descaso neste país!

E ai? Nada? Tá tudo bem?!!

Meus caros brasileiros, me desculpem, mas como é que o Sr. Luis Inácio segue com cerca de 90% de aprovação?!! Este país está afogando-se na ignnorância e na péssima intenção de algumas facções de nossa política. É triste. É indigno e vergonhoso!

Thursday, September 09, 2010

Cabeça do Ano
Estamos em Rosh Hashana, ano novo judaico. Isto quer dizer que pelo calendário judaico, que é lunar e não solar, estamos no final de um ano e início de outro. Começamos o ano de 5771!


E ai? E aí que o ano novo judaico funciona assim: Primeiro temos dois dias de Rosh Hashana, que quer dizer Cabeça do Ano. Dez dias depois temos o Yom Kipur, dia do perdão, quando fazemos um jejum de pouco mais de 24 horas. Neste dia, rezamos e jejuamos. Enquanto isso, Deus pensa se seremos inscritos mais uma vez no livro da vida. Estes dez dias são um período para repensar, pedir perdão, redefinir objetivos e metas e, por fim, dar início a mais um ciclo. Também é um período em que comemos doces! Chocolate e mel pelo menos, para termos um ano doce.

A idéia de ciclos de recomeço está presente em muitas tradições. Neste período de Rosh Hashaná, há muita energia favoráel para repensar e recomeçar, disponível no planeta. Nem que seja devido a algumas dezenas de milhões de judeua rezando e se concentrando para isto no mundo todo.

Portanto, se você tá precisanos repensar fundo e dar um novo pontapé na vida, Aproveite! ...e Shaná Tová!

Wednesday, September 01, 2010

Proibiram a Piada e Perderam a Graça

Este artigo foi publicado hoje (01/09) no site de Itu.
Replico ele aqui pois acho este um dos textos mais relevantes que já publiquei, pois acho o tema muito grave e sério.

Eu tentei, mas é impossível não comentar sobre a palhaçada que foi cogitada neste país, de proibir o humor sobre o processo eleitoral. Meus caros polítivos e governantes, o humor faz graça para aliviar a tensão e evidenciar temas duros e polêmicos, com os quais outras formas de manifestação, por vezes, não conseguem lidar. Se os incomoda o fato de como vem sendo feito um humor escrachado sobre a política, tenham a decência de assumir que são vocês que devem produzir menos material para que o humor seja feito. Tenham uma atuação que sucite admiração e discussão, ao invés de piadas e absurdos da palhaçada.


O humor é uma forma legítima e fundamental de manifestação. Proibir o humor é uma atitude que me assusta demasiadamente, pois é antidemocrática, semi-ditatorial e empobrecedora. É como exigir que uma criança cale o seu choro enquanto não aprender a falar. É cruel, desrespeitoso, e evidencia uma imaturidade absurda no entendimento sobre um povo e uma nação. Espero que seja isto, pois se não o for, é má intenção pura.

Não, eu não acho bom chegarmos a um nível de humor em que a política vira uma palhaçada. Eu acho que este país deveria começar a levar política a sério e assumir que não tem mais graça. Mas não por decreto! Não podemos contribuir mais para que a arena política seja um picadeiro circense. Temos de exigir seriedade com seriedade. Mas isto se constróio, não se determina. Muito menos quando há situações verdadeiras que são mais absurdas do que as piadas que alguns tentam proibir. A política deste país ainda é carregada de palhaçadas. Se as piadas sobre isto os incomodam, meus caros políticos e governantes, ótimo, pois esta é a função delas. Honrem seu poder, dado pelo povo, para se fazerem dignos de respeito ao invés de material pra tristes piadas. Não usem este poder para calar a manifestação legítima pela qual é escancarada a realidade da política deste país que, sem dúvida, já perdeu a graça.

Para meus queridos leitores, se este texto pareceu demasiado duro, me desculpo. Pensei em fazê-lo mais bem humorado, mas tive medo que ele fosse proibido.

Monday, August 30, 2010

I don´t need to know the meaning of life!... but I pretty much would like to feel it.
Essa Galera é o Caos
Artigo publicado na revista ResultsOn - setembro 2009

Não há dúvidas de que uma nova geração de profissionais chega ao mercado numa onda de mudanças fantásticas. Estão mais preocupados em se realizar do que em agradar a todos. Entendem o coletivo. Não acham contravenções uma coisa engraçada e, muito menos, a corrupção aceitável. Possuem grande capacidade de inovar e estão dispostos a fazer isso nas organizações onde trabalham, desde que elas se façam interessantes pra eles.

Mas o que chama a atenção é a capacidade de dar um fim ao certo, pondo abaixo a velha visão de certo e errado. Em um mundo que demanda inovação e que não sabe exatamente como as coisas devem ser feitas no futuro, a ideia de que “tem que fazer o certo e não pode errar!” é simplesmente ultrapassada.
Um desafio é começar a criar espaço nas empresas para a aprendizagem consciente baseada na experiência. Uma jornada é mais interessante quando não sabemos onde ela dará. Errar, cada vez mais, terá de ser incorporado como parte natural dos processos. É claro que para isso é preciso desenvolver um forte senso de responsabilidade.

O conhecimento precisa aprender a abraçar a dúvida e o inexplicável. As coisas não podem mais ser vistas como resultado direto e reproduzível de algo. Há que se aceitar a multiplicidade de variáveis que influenciam cada resultado. O mundo é complexo! É chegada a hora de acatarmos – e isso vale para os gestores – as sensações sem explicação lógica, e incorporar a pura vontade como razão válida para se fazer algo. E, quem sabe, uma geração que questiona o que é certo esteja mais preparada para isso? Tomara!

Tuesday, August 24, 2010

O Buraco é Mais Embaixo

Discussões sobre a mensuração da propaganda na WEB geram discussões

Te se discutido muito a mensuração de campanhas, ou ações online. Até a nomenclatura clássica da comunicação tem dificuldade de nominar a atuação das empresas na WEB. Pois não são somente campanhas, ou ações. São canais de relacionamento contínuo, que geram reações por muitos meios diferentes. Os modelos de mensuração da mídia clássica, como o GRP, por exemplo, são evidentemente pobres para medir isto. Alguns profissionais defendem que o uso de uma feramenta já familiar faria crescer as verbas alocadas na WEB. Mas esta discussão só assumiu relevância porque estas verbas já estao aumentando muito. Enquadrar a mídia online em padrões antigos de mensuração é empobrecer o olhar sobre ela e diminuir a capacidade do mercado de mostrar e vender inovação.
Mas, por fim, acho que há algo maior que isto mudando. Algo que o mercado ainda terá dificuldade de entender e aceitar. Primeiro é que a mudança radical passa pelo fato de que a mensagem, quando jogada ao público, segue se transformando. Ela tem de ser muito mais detalhadamente acompanhada do que na mídia menos interativa.
Mas o segundo grande ponto é que nós estamos entrando na era em que precisaremos aceitar que não poderemos mais mensurar com tanta precisão as consequências de uma ação. Não no curto prazo, pois a multiplicidade de canais para uma mensagem se ampliar é gigantesca. O mercado será um termômtro importante e ele mostrará rápido o resultado, mais rápido do eu intrumentos de mdição. Durante a Guerra do Golfo, em 1990, declarou que ele acompanhava a evolução das tropas, ás vezes, pela CNN. Pois a CNN estava no front, transmitindo ao vivo, mais rápido do que o seu sistema de informações.
Cada vez menos poderemos controlar a expansão das mensagens. O caminho é aprender lidar com o diálogo. E reagir passa a ser tão importante quanto agir.

Monday, August 23, 2010

Nosso mundo mental é um grupo. A solidão e o isolamento são reações ao coletivo. O coletivo nos constitui, tanto quanto a individualidade, e a individualidade absoluta é fruto da ilusão.
Sometimes, in life, somethings we do become so important, that we define ourselves by them.

Then, there is a moment that you quit on doing them. You do not make this decision. You just skip a day, then two, then tree…

One day, your reaction on something surprises you, and you think of yourself and realize you´re not anymore the one you thought you were.

Being, is not “wanting to be”. It is doing the things that make you the one you want to be.

Friday, August 20, 2010

Interessante...social media universe

Criação da agência JESS3, saiu hoje no BlueBus. Achei interessante pra visulizar o cenário.

Monday, August 16, 2010

E o Cliente se Esqueceu....
As empresas esqueceram pra que servem as agências

Acho que um dos maiores prejuízos pro trabalho das agências de comunicação e para as empresas que fazem uso delas, acontece devido ao esquecimento. Me parece que as empresas esqueceram que comunicar com qualidade envolve um pensamento complexo, treinado para pensar uma grande quantidade de variáveis sutis.
As agências eram contratadas para ajudar os clientes a dizerem aquilo que eles queriam dizer da melhor forma possível. Muito tempo de interassão com o cliente era gasto para oferecer aos comunicadores um entendimento profundo do que ele queria dizer. Depois, os comunicadores traduziam isto da maneira como a mensagem melhor levaria o público a compreender o que o cliente desejava dizer.
Hoje as empresas esqueceram-se disso. Nao interagem com os comunicadores para fazer-se entende em profundidade. Interagem com pressa e com ordens diretas. Jogam os problemas no colo das agências sem se diponibilizarem para discuti-los. Não querem escutar da agência o porque da abordagem proposta. Querem apenas dar suas opiniões diretivas, muitas vezes (na maioria) furadas quanto à estratégia de comunicação. Transformam as agências em executores e, com isso, empobrecem o processo e o resultado em toda a cadeia. Triste.

O mais importante aspecto do trabalho das agências deve ser a contrução conjunta do discurso e da estratégia. Mas esta parte foi deixada e lado. Se as empresas soubessem a melhor forma de dizer o que querem dizer, as agências jamais teriam nascido. E agora, esquecem-se disso.

Thursday, August 12, 2010

Agora Eu Quero

Eu quero acalmar a alma até o ponto em que ela não me atormente como um fervilhar de apertos no estômago, mas não quero perder o fervor da alma que dá frio na barriga e medo, pois sem isto ela não estaria calma, mas morta. E jamais poderia morrer a alma, poderia?


Eu quero aplacar a ansiedade para que ela não mais consuma meu ser a cada segundo me impedindo de viver o presente em tudo o que ele tem a oferecer. Mas não quero aplacá-la a ponto de conformar-me tanto com o momento a perder a vontade de algo mais que agora não é e, portanto, poderia ser apenas no futuro.

Quero deixar ir a raiva que me faz reagir como não gostaria de ter reagido no momento seguinte, mas não quero perder a raiva que me permite ser menos do que correto por vezes, assegurando meu direito a ser honrado, respeitado e, às vezes, o simples direito a estar errado, bolas! Por que não?

Quero vencer o cansaço que me derruba na cama e me impede de levantar. Me derrota no sofá ou, por vezes, me deixa jogado onde não queria estar, se força pra me movimentar. Mas não quero vencer o cansaço que me obriga a descansar e me joga no profundo sono que me permite sonhar.

Quero fazer sumir a hipocrisia que me irrita ao meu redor de forma que elimine a incoerência por intenção e a mentira por desvergonha! Mas não quero deixá-la sumir a ponto de que não possa eu, um dia desses, experimentar ser também hipócrita.

Eu quero fazer sumir a fraqueza que não me permite vencer sempre e a falta de poder que não me deixa tornar o mundo o que eu quero que ele seja. Mas não quero trocá-la por tão poderoso poder, a ponto de poder tudo. Pois se com ele viesse o real poder de poder mudar o mundo, não saberia eu concertar o que acho imundo.

Com o poder na mão de gerar a perfeição, não saberia de forma alguma como ela realmente aparenta, pois a perfeição definida por um achar apenas, nada mais é que uma ditadura de ilusão. Pois nada mais é a perfeição do que uma ditadura da ilusão.
A verdade e a Arte



Publicado dia 6 de agosto de 2010 no site www.itu.com.br

Outro dia conheci um grande cara. Aliás, literalmente grande. Lá, do alto dos seus dois metros, ele me disse algo que vem reverberando em mim desde então. Expansivo, engraçado e inteligente, meu caro amigo disse despretencioso: “ Hoje posso ter o carro que eu quiser, a casa que eu quiser, a roupa que eu quiser, a viagem que eu quiser...mas sempre vai faltar alguma coisa, e esta coisa é o dom artístico.”

Que fascínio exerce o artista? O artista não é o que se diz artista, nem mesmo o que vive de sua arte. Estes podem ser artistas, mas não necessariamente o são. Pois o que define o artista não é produzir o que o mundo convencionou chamar arte, pois os artistas nada tem a ver com as convenções. Os artistas vivem o compromisso com sua própria necessidade de expressar-se. E o fazem. O fazem das mais vairadas formas. Formas aprendidas ou criadas, mas, para eles, elas são apenas ferramentas para que possam externalizar seu interior fervente e pulsante. Manifestam para que não explodam e, por vezes, há tanto a ser expressado que mesmo fazendo-o, enlouquecem, como enlouqueceram tantos gênios da arte, e seguirão enluquecendo, pois sua loucura ér uma manifestação de sua maravilhosa sanidade. Porque a sanidade jamais é completa, em ninguém. Não para sempre. No verdadeiro artista a loucura dança o tempo todo ao seu redor e sua arte o mantém no delicado equilíbrio de seu papel no mundo. A arte não tem compromisso algum com a sanidade. Ela não se importa com o que chamamos são, e nem mesmo com o que chamamos louco.

O que nos fascina sobre eles? O que nos fascina é que eles, os verdadeiros artistas, aqueles que não importam serem chamados gênios ou loucos, não expressam a si próprios, pois seu interior não ferve com suas próprias agruras, mas sim com as agruras do mundo ao seu redor que o artista, na sua incrível sensibilidade, capta e expressa. O artista expressa e nós seguimos tentando explicar sua obra inconformados por senti-la sem compreender. Nossas explicações são, para o verdadeiro artista, desimportantes e profundamente desinteressantes, pois o artista ao executar sua obra já aliviou sua alma. O resto é com aqueles, que como eu e meu grande amigo, ficaremos embasbacados admirando e sentindo-nos tocados por aquilo, pois aquilo me toca. Aquela música, aquela pintura ou aquela manifestação que não sei nominar e, talvez, jamais saberei, me toca profundamente e me faz lembrar que eu estou vivo e tenho uma alma e que, principalmente, esta alma também está viva. O artista nos toca sem pretender ou almejar fazê-lo. Como pode ele acessar minha alma se eu mesmo não consigo fazê-lo? Esta despretenção talentosa de nos tocar nos intriga, pois nós, em nossas complexas contruções de poder, parecemos ao artista, insignificantes. E esta insignificância nos incomoda por sabermos ser ela profundamente verdaderia. E nada, nada nos implusiona a discordar e negar tanto quanto as nossas verdades profundas. Um beijo a meus amigos artistas que, por benção desmerecida, tenho tantos.

Wednesday, August 11, 2010

Nem Tudo Pode ser Prioridade
Brincadeira Política, minha opinião ...ou desabafo

Cada vez que escutoalguémquestionando um candidato ele responde: Isso será prioridade no meu governo!

O que isso quer dizer? Eu não sei. Tô esperando algum candidato responder: “Frente a todos os problemas do país e aos recursos limitados, considerando as dificuldades imensas que enfrentaremos, nãopretendo direcionar este tema como prioridade.”

Tenho a sensaçãode que eu adoraria ouvir isto. A prepotência me assusta um pouco nos nossos candidatos. Será que eles não sabem que não poderão resolver tudo? Ou será que somos nós mesmos que preferimos uma postura política infantil, ou melhor, imatura, e ainda queremos que o Governo resolva tudo de maneira messiânica? Temos um pouco deste jeito de criança politicamente. Queremos que o Estado resolva os problemas do país, mas não atuamos como sociedade que contribua para isto. Claro que a sociedade se mobiliza criando ONGs e afins, montando iniciativas importantes. Mas esta é apenas uma instância da organização da sociedade. Há uma instância praticamente abandonada no país: a cobrança séria que a sociedade deve fazer sobre o Governo. Precisamos cobrar o Estado. Há organizações que podem nos ajudar a fazer isto, mas não damos a elas atenção suficiente. A imprensa também atua de forma pouco madura politicamente. Não incentiva fortemente a sociedade a este amadurecimento e não exerce com dedicação o seu papel educador. Sucumbe com facilidade a assuntos novos que levantem a audiência e, em alguns casos, sucumbem ao pedido regado a pressão política.

Fazemos humor de nossa imoralidade política. Ohumor tem alto poder de catarse e consegue expôr temas difícies. Mas ele é pouco transformador, pois carrega certo conformismo que, na minha opinião, já não temos mais direito de aceitar. Acho que a graça acabou.

Não busco um candidato que tenha tudo em suas prioridades. Busco um candidato com puquíssimas prioridades. O número que possa ser abraçado realmente, e queme explique porque e como estas prioridades atuarão na transformação e na melhora deste país.

Thursday, August 05, 2010

Muito bom. É triste que campanhas como esta sejam necessárias, mas são, e muito. ...muito.

A Dimensão do Indivíduo
um pequenino fragmento do novo livro que, por hora, é  um pequeno embrião.


Cada um de nós, em nossa individualidade ,é uma parte e um todo. Somos uma célula num organismo maior. Uma célula fundamental. Uma célula que carrega em si todo o planeta e, com isso, forma sua individualidade a partir de como se insere neste todo. Quanto mais formos capazes de exercitar nossa percepção de que estamos conectados, melhor poderemos influenciar o todo, e mais profunda será nossa conexão. Agredir o próximo também me agride. Quando agredimos alguém, saímos dessa situação com um sentimento de agressividade, mesmo que tenhamos sucumbido o outro, não saímos com um sentimento bom, de amor. Todos nós estamos sujeitos a explosões de paciência que nos levarão a agredir. Mas esta agressão afetará também a mim de maneira ruim, ao passo que o contrário também será verdadeiro. Tratar alguém com amor fará com que o meu sentimento seja de amor. Internamente terei incentivado uma energia de melhor qualidade e potencializado em mim um sentimento bom.


Um crime bárbaro do outro lado do mundo pode não me afetar aparentemente. Mas afetará, ainda que a cadeira para que isto aconteça seja imperceptível, como falamos anteriormente. Não é uma relação direta, mas esta agressão afeta a minha vida. Muito ou pouco. Perceptível ou não.

Praticar a consciência da unicidade individualmente é um exercício de transformação. O caminho é manter sua consciência ampliada e lembrar que você será afetado por tudo. Um papel jogado no chão a uma agressão no trânsito. Você é um agente que pode ser vítima, mas também é causador de tudo que está ao seu redor. Seja um agente positivo desta transformação.



O Enigma da Esfinge


Na Grécia antiga a educação dava-se através dos mitos e das histórias de deuses e suas relações com mortais e monstros. Uma delas conta sobre o Oráculo de Delfos, onde era possível consultar-se com a sacerdotisa Pitonisa, porta-voz da sabedoria de Apolo, deus da luz e das profecias.

Segundo a mitologia, o Oráculo de Delfus apresentava a quem se consultava, o Enigma da Esfinge e por isso há uma estátua da esfinge no templo de Apolo. A imagem tem uma cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia, representações da inteligência do pensar, da coragem do leão e das asas que permitem a elevação espiritual. A palavra esfinge significa apertar a garganta, sufocar. Aquele que decifrasse o enigma sobreviveria, aquele que não conseguisse desvendar sua charada morreria sufocado. A Esfinge dizia: “Decifra-me ou te devoro!”

O enigma da esfinge está composto de três perguntas:
Quem é você? De onde vem? E para onde vai?

Aquele que não souber as respostas para essas perguntas sufocará até a morte.
A representação do mito é profunda: Não conhecer a si mesmo é sufocante. Todo o segredo do Universo se resume a conhecer a si mesmo e buscar constantemente aprofundar este conhecimento.
Quando nos sentimos agredidos por alguém, tendemos a agredir o outro de volta, atribuindo a ele a ação que nos incomodou. O que nos incomodou realmente, porém, é algo que é nosso, não do outro. Ainda que despertado por ele.
Um grande amigo me ofereceu uma metáfora simples: Irritar-se é natural, mas atribuir ao outro a culpa é como se olhar no espelho, não gostar da imagem, e tentar mexer na imagem refletida para alterá-la. Não resolverá. O espelho apenas nos reflete e, para mudar o reflexo, teremos que mudar a nós mesmos”. Sem assumir isto tentaremos alterar a imagem no espelho, obviamente sem sucesso. Por fim, podemos acabar quebrando o espelho. A imagem irá desaparecer, mas a minha sensação de que a questão foi resolvida não passa de uma ilusão e a situação se repetirá no próximo espelho.
Precisamos compreender isto para olhar a esfinge nos olhos, ver a nós mesmos profundamente sem medo e sem sustos. O que mais nos assusta são as profundezas do nosso ser. É nesta escuridão, onde residem nossos medos e nossa fraqueza, que reside também a nossa maior força.

Wednesday, August 04, 2010

Recebi da Jo (Joana Grembecki) e achei que caiu bem neste friozinho!
Um puco de Buenos Aires sempre vai bem no frio.
Lula no Picadeiro Internacional
Mais uma do nosso presidente no seu populismo vergonhoso

Desculpem aqueles que acharem que estou sendo frio ou radical, mas não consigo ver bondade ou dignidade na intenção do presidente Lula.

Nosso caro presidente que me desculpemas seu modelo populista de agir, pra mim, fica muito perto da palhaçada de vez em quando.


Não chega o papelão que ele fez com aquele acordo fake que tentou dizer ter convencido o Irã a fazer, agora ta se enrolando ainda mais tentando arrumar a bagunça que fez com suas brincadeiras. Fosse meu filho já tava levando bronca e ficando de castigo, porque é isso que se faz com quem quer brincar do seu jeito, sem levar em consideração mais nada, espalha os brinquedos e depois não consegue arrumar a bagunça.

Aquele acordo mal feito e mal explicado com o Irã, que ele tentou usar de bandeira pra defender sua crença de que ele veio ao mundo para salvar as populações oprimidas e bobas, que na opinião dele, são todos os humanos menos ele, serviu de tiro no próprio pé. Lula vem recebendo uma lavada de críticas à sua postura e vem sendo questionado por seu apôio ao governo do Irã. Um Governo que não aceita os direitos da mulher, não tolera a prática de outras religiões, controla a atuação da imprensa, não reconhece o Estado de Israel e nem a existência do Holocausto. O que me faz pensar que, talvez, meus tios e primos não tenham morrido mesmo nos Campos Nazistas e estejam escondidos há sessenta anos vivendo nas Bahamas!!

Lula agora que dar azilo à pobre mulher que foi condenada à morte por adultério! Meu caro presidente, salvar esta mulher é usar vergonhosamente uma boa ação para esconder o significado de apoiar um governo que incentiva e pratica estas barbáries.

Lula, não seja infantil e desrspeitoso conosco! Você quer fazer algo a respeito? Anuncie o rompimento de relações com o Ahmadinejad, ou use as relações com ele para criticar o seu governo e tentar levar o Irã a uma estrutura democrática. Salve esta mulher, se puder, mas este não será uma grande feito seu. Será uma brincadeira desrespeitosa se você seguir apoiando este Governo. Pois o caso desta pobre moça não é isolado. É uma política de Estado.

A população iraniana tem uma grande massa de intelectuais e críticos sedentos por este apoio externo. Aproveite que o Brasil tem um canal de relações com o Irã para tentar, realmente, ajudar os iranianos que querem mais liberdade, ao invés de usar esta pobre viúva que transou com alguns homens pra alavancar sua popularidade! Que vergonha de você!

(A Notícia no Estadão)
(A Notícia na CNN)

Tuesday, August 03, 2010

Os Olhos Sabem Melhor Que as Mãos (teatro)


Os Cegos foi um dos melhores espetáculos artísitcos que assisti nos últimos tempos. A peça é uma produção canadense que passeou pelo Brasil em julho. Fique atento pra ver se ela voltará! Uma sensibilidade fantástica traduzida em um texto divino em sua delicadeza e sabedoria. Não é algo para se assistir, é para ser experienciado. O espetáculo é uma rápida vivência. Não há muito a se dizer, pois tudo que li sobre ele me deu a sensação de invadir a minha relação com o espetáculo. A vivência de cada um nele é particular, A minha foi maravilhosa. As faces no escuro transmitem tamanha densidade de sentimentos e arrasatam o público a viver o que estão vivendo. Se tiver a oportunidade, vá!!

Ficha Técnica:
Colaboração artística: Stéphanie Jasmin
Realização vidéo: Pierre Laniel

Design sonoro: Nancy Tobin
Consultor para realização e montagem: Yves Labelle
Montagem de video: Michel Pétrin

Realização das máscaras: Claude Rodrigue

Maquiagem: Angelo Barsetti e Élaine Hamel
Diretor de produção: Gilbert Grondin

Pátina das máscaras: Valérie Delacroix

Ensaiador: Guillermina Kerwin

Categoria: Internacional

Nacionalidade: Canadá
Cidade: Montreal
Um cliente me disse que eu sou “duro na queda”! ...Se eles parassem de tentar me derrubar e começassem a andar ao meu lado, ambos iriamos bem mais longe.
A alma humana se empobrece pelo mau uso. Marcio Svartman

Thursday, July 29, 2010

Back from Galapagos...

Thursday, July 15, 2010

Estarei de férias por um tempinho e não terei acesso à Internet. Portanto: não. Eu não esqueci do blog. Estarei de volta em breve.  I´ll be on vacation for a while with no acesso to Internet. But I´ll soon be back!
National Geographic

09/07/2009

Jeremiah Ridgeway compartilha sua experiência no Paquistão. Lindo.

Eu quero ser gay!


Sem mergulhar demais em como é ridícula nossa sociedade, ou pelo menos seu modelo mais clássico, acabei vendo o tema vir à minha mente frente à leve e feliz decisão da Argentina em aceitar os casamentos homosexuais.

Pra mim este negócios de definir homosexual ou heterosexual já representa uma fragmentação meio estranha. Acho que o que faz sentido é a atração e o amor. Se alguém está atraído por um homem, seja ele homem ou mulher, ok. Viva sua sensação e curta isto. Tem mulheres que se sentem atraídas por loiros, outras por morenos, outras por mulheres. Tem gente que curte muitas experiências e gente que curte monotonia. Tem gente que gosta de transar de luz acesa e gente que prefere o escuro.
Um dos maiores problemas da nossa sociedade, pra mim, é a mania que temos de achar que devemos determinar o que é bom e o que é ruim, e o que é certo ou errado. Quem medo é esse? Deixa rolar!

Esse parâmetro de certo e errado, muito forte na sociedade ocidental, pelo menos, ou principalemnte, do início do século XX até os anos 90, tornou as instituições sociais verdadeiras prisões. A espontaneidade foi assassinada e as pessoas se fragmentaram em vidas paralelas. Algumas reais outras imaginárias, ou algumas virtuais.

Por fim, a fragmentação era tanto que a palavra para definir os homosexuais, de gíria virou conceito, e no mundo inteiro virou “gay”. Gay, na real, quer dizer alegre! A espontaneidade foi tão violada que ser alegre virou sinônimo de assumir um papel marginalizado e considerado errado. Pois é assim que a sociedade clássica via, e ainda vê, os homosexuais. Essa alegria evidente, o corpo solto e a risada foram todos colocados no mesmo saco! Que sociedade ridícula! Chega, né?

Bom, eu gosto de ser alegre. Eu quero ser gay! Ao marginalizar os gays estamos marginalizando também o nosso direito à alegria e à espontaneidade...e se eu gosto de transar com mulheres, homens ou qualquer outra coisa, bom, isto só diz respeito a mim e àqueles com quem eu quiser dividir.