Saturday, September 25, 2010

Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores
emocionante profundo triste...

A entrevista de Geraldo Vandré exibida hoje (25 de setembro, 2010) na Globo News foi uma das coisas mais tocantes e tristes que assisti nos últimos tempos.


Uma alma rica, alegre, humanista e corajosa, foi esmigalhada pela vergonhosa, imoral e covarde máquina da repressão militar durante a ditadura que tivemos neste país nas décadas de 60 e 70.

Vandré articula sua fala com sabedoria e sensibilidade, mas com um psiquismo destruído que revela em suas entrelinhas um corpo agredido, machucado, mutilado. Vandré chegou a dizer que segue exilado, jamais voltou. Jamais pôde voltar, pois o homem que era foi destruído, junto com, como ele afirma, aqueles brasileiros idealistas que ainda acreditavam no cenário político.

Vandré foi parte da trilha sonora de minha infância e foi ao som de suas canções que meus pais me ensinaram o que é liberdade, democracia, idealismo. Ao vê-lo nesta entrevista, primeira à TV desde seu exílio. Sofri entre lágrimas a pobreza humana que vivemos.

Lamento discordar profundamente de Zé Ramalho, que há alguns anos declarou que Vandré está ótimo e produtivo. Discordo sutilmente da opinião dada pelo entrevistador que o entrevistou há algum tempo pro Cliquemusic, quando diz que ele está calmo e que "não pirou".
Vandré não "pirou", se por piração esperamos alguém dizendo frases sem sentido e andando pelado em praça pública, mas sua saúde mental é uma sombra que escurece sua mente machucada e assustada. Não dou muita atençao a classificações patológicas, mas, ao meu escutar e meu olhar não soa como bem, não soa como calmo e produtivo. Soam como a manifestação de um artista ao sofrimento tão profundo que ninguém poderia compreender e ele não aguentaria dividir.

Hoje temo por um país que reelege um governo que, a meu ver, se banha em um populismo puquíssimo democrático. Em respeito profundo a Geraldo Vandré não farei deste texto um manifesto político, mas um pedido por humanismo, seriedade, amor e construção conjunta. Nestes aspectos, nosso país vai de mal a pior, tomando rumos empobrecedores, Um pedido que faço apenas a Deus, evitando assim trazer a Vandré o universo político que ele, nitidamente doente, enfraquecido, moído, faz questão de manter fora de sua vida, provavelmente, por não poder jamais livrar-se das consequências de sua maravilhosa existência e seu encontro com o idealismo político e humano. Já que, no fundo, deveriam estes dois ser apenas um. Mas não são.

Poucas vezes vi um homem tão ressentido, magoado e sem forças de reagir. Um homem que criou para si um isolamento completo, talvez por não poder isolar-se de todos aqueles que estiveram em seu passado e que frequentam suas traumatizadas lembranças, que devem esconder-se do que lhe é consciente pra assombrar seu eu mais profundo.

No dia em que Vandré completou 75 anos ele foi deitar-se sozinho num quarto de hotel, e eu vou me deitar triste, com vergonha e com medo do que pode o ser humano desumanizado fazer com o outro.
...E pra não dizer que não falei das flores...

Monday, September 13, 2010

On Week! No dia 23/09, às 18h30, falarei sobre a influencia do medo na carreira profissional.
Dicotomias Federais

Na seana passada eu resolvi organizar algumas coisas. Pra começar, mirei algumas:
- Regularizar minha carta de motorista que estava suspensa.
- Tirar passaporte, já que o meu etá pra vencer.
- Tirar a segunda via do meu R.G., porque o meu tem 29 anos e ninguém mais quer aceitá-lo.

Entrei no site da Polícia Federal, vi a lista de documentos, preenchi os formulários, imprimi a Guia de pagamento e paguei. Tudo em menos de dez minutos na Internet. Mas o site disse: "Sem horário para agendamento. Comparecer à PF." Tudo isto na quinta feira.

Hoje fui até a Polícia Federal com os documentos. Cheguei às 8:00h e sai de lá às 8:30h...com tudo resolvido! Impressionante.

Enquanto isso, tento tirar meu R.G.
No site da Secretaria de Segurança mandm ir no Poupa Tempo. No Poupa Tepo dizem que só com agendamento por telefone. O telefone está SEMPRE ocupado. Fala sério!! Vou começar a andar por aí com o passaporte.

Friday, September 10, 2010

Governador apoiado por Lula é preso!...mas ele não sabia de nada.
estou profundamente indignado e sem esperanças




Na boa! Primeiro, metade do mais alto escalão do Governo Lula cai por escândalos de corrupção, e ele não sabia de nada?! Depois, apóia o Sarney durante um dos mais vergonhosos escândalos de corrupção e abuso de poder do Senado Federal, que teve um desfecho ainda mais vergonhoso, e tudo bem?! O Sarney seguiu como presidente do Senado e, na semana passada, o processo contra seu filho foi arquivado. Nós aqui, sendo tratados com desrespeito absoluto. Lula disse que ele deveria ser respeitado por ter sido presidente. Que?! Tipo Nixon? "Quando um presidente faz não é crime"?


Agora Lula aparece o tempo todo pedindo apoio ao Netinho, que, com todo o respeito, que é bem pouco, naõ é um cara nem com moral e nem com atitudes pra assumir uma cadeira na Casa de Representação do Povo! Netinho Senador?!! Fala sério? Depois reclamam do Tiririca!

Agora, foi preso o Governador do Amapá, que era apoiado em público pelo Lula. Ele está com a Dilma, diz sua campanha! Como hipótese: Se o Lula estava envolvido ele é um  criminoso. Se sabia, é criminoso também. Se não sabia, como diz, é péssimo gestor federal, pois nunca sabia de nada do que se passa no país, mesmo quando envolvendo pessoas tão próximas dele. Não dá mais. É muita impunição e descaso neste país!

E ai? Nada? Tá tudo bem?!!

Meus caros brasileiros, me desculpem, mas como é que o Sr. Luis Inácio segue com cerca de 90% de aprovação?!! Este país está afogando-se na ignnorância e na péssima intenção de algumas facções de nossa política. É triste. É indigno e vergonhoso!

Thursday, September 09, 2010

Cabeça do Ano
Estamos em Rosh Hashana, ano novo judaico. Isto quer dizer que pelo calendário judaico, que é lunar e não solar, estamos no final de um ano e início de outro. Começamos o ano de 5771!


E ai? E aí que o ano novo judaico funciona assim: Primeiro temos dois dias de Rosh Hashana, que quer dizer Cabeça do Ano. Dez dias depois temos o Yom Kipur, dia do perdão, quando fazemos um jejum de pouco mais de 24 horas. Neste dia, rezamos e jejuamos. Enquanto isso, Deus pensa se seremos inscritos mais uma vez no livro da vida. Estes dez dias são um período para repensar, pedir perdão, redefinir objetivos e metas e, por fim, dar início a mais um ciclo. Também é um período em que comemos doces! Chocolate e mel pelo menos, para termos um ano doce.

A idéia de ciclos de recomeço está presente em muitas tradições. Neste período de Rosh Hashaná, há muita energia favoráel para repensar e recomeçar, disponível no planeta. Nem que seja devido a algumas dezenas de milhões de judeua rezando e se concentrando para isto no mundo todo.

Portanto, se você tá precisanos repensar fundo e dar um novo pontapé na vida, Aproveite! ...e Shaná Tová!

Wednesday, September 01, 2010

Proibiram a Piada e Perderam a Graça

Este artigo foi publicado hoje (01/09) no site de Itu.
Replico ele aqui pois acho este um dos textos mais relevantes que já publiquei, pois acho o tema muito grave e sério.

Eu tentei, mas é impossível não comentar sobre a palhaçada que foi cogitada neste país, de proibir o humor sobre o processo eleitoral. Meus caros polítivos e governantes, o humor faz graça para aliviar a tensão e evidenciar temas duros e polêmicos, com os quais outras formas de manifestação, por vezes, não conseguem lidar. Se os incomoda o fato de como vem sendo feito um humor escrachado sobre a política, tenham a decência de assumir que são vocês que devem produzir menos material para que o humor seja feito. Tenham uma atuação que sucite admiração e discussão, ao invés de piadas e absurdos da palhaçada.


O humor é uma forma legítima e fundamental de manifestação. Proibir o humor é uma atitude que me assusta demasiadamente, pois é antidemocrática, semi-ditatorial e empobrecedora. É como exigir que uma criança cale o seu choro enquanto não aprender a falar. É cruel, desrespeitoso, e evidencia uma imaturidade absurda no entendimento sobre um povo e uma nação. Espero que seja isto, pois se não o for, é má intenção pura.

Não, eu não acho bom chegarmos a um nível de humor em que a política vira uma palhaçada. Eu acho que este país deveria começar a levar política a sério e assumir que não tem mais graça. Mas não por decreto! Não podemos contribuir mais para que a arena política seja um picadeiro circense. Temos de exigir seriedade com seriedade. Mas isto se constróio, não se determina. Muito menos quando há situações verdadeiras que são mais absurdas do que as piadas que alguns tentam proibir. A política deste país ainda é carregada de palhaçadas. Se as piadas sobre isto os incomodam, meus caros políticos e governantes, ótimo, pois esta é a função delas. Honrem seu poder, dado pelo povo, para se fazerem dignos de respeito ao invés de material pra tristes piadas. Não usem este poder para calar a manifestação legítima pela qual é escancarada a realidade da política deste país que, sem dúvida, já perdeu a graça.

Para meus queridos leitores, se este texto pareceu demasiado duro, me desculpo. Pensei em fazê-lo mais bem humorado, mas tive medo que ele fosse proibido.

Monday, August 30, 2010

I don´t need to know the meaning of life!... but I pretty much would like to feel it.
Essa Galera é o Caos
Artigo publicado na revista ResultsOn - setembro 2009

Não há dúvidas de que uma nova geração de profissionais chega ao mercado numa onda de mudanças fantásticas. Estão mais preocupados em se realizar do que em agradar a todos. Entendem o coletivo. Não acham contravenções uma coisa engraçada e, muito menos, a corrupção aceitável. Possuem grande capacidade de inovar e estão dispostos a fazer isso nas organizações onde trabalham, desde que elas se façam interessantes pra eles.

Mas o que chama a atenção é a capacidade de dar um fim ao certo, pondo abaixo a velha visão de certo e errado. Em um mundo que demanda inovação e que não sabe exatamente como as coisas devem ser feitas no futuro, a ideia de que “tem que fazer o certo e não pode errar!” é simplesmente ultrapassada.
Um desafio é começar a criar espaço nas empresas para a aprendizagem consciente baseada na experiência. Uma jornada é mais interessante quando não sabemos onde ela dará. Errar, cada vez mais, terá de ser incorporado como parte natural dos processos. É claro que para isso é preciso desenvolver um forte senso de responsabilidade.

O conhecimento precisa aprender a abraçar a dúvida e o inexplicável. As coisas não podem mais ser vistas como resultado direto e reproduzível de algo. Há que se aceitar a multiplicidade de variáveis que influenciam cada resultado. O mundo é complexo! É chegada a hora de acatarmos – e isso vale para os gestores – as sensações sem explicação lógica, e incorporar a pura vontade como razão válida para se fazer algo. E, quem sabe, uma geração que questiona o que é certo esteja mais preparada para isso? Tomara!

Tuesday, August 24, 2010

O Buraco é Mais Embaixo

Discussões sobre a mensuração da propaganda na WEB geram discussões

Te se discutido muito a mensuração de campanhas, ou ações online. Até a nomenclatura clássica da comunicação tem dificuldade de nominar a atuação das empresas na WEB. Pois não são somente campanhas, ou ações. São canais de relacionamento contínuo, que geram reações por muitos meios diferentes. Os modelos de mensuração da mídia clássica, como o GRP, por exemplo, são evidentemente pobres para medir isto. Alguns profissionais defendem que o uso de uma feramenta já familiar faria crescer as verbas alocadas na WEB. Mas esta discussão só assumiu relevância porque estas verbas já estao aumentando muito. Enquadrar a mídia online em padrões antigos de mensuração é empobrecer o olhar sobre ela e diminuir a capacidade do mercado de mostrar e vender inovação.
Mas, por fim, acho que há algo maior que isto mudando. Algo que o mercado ainda terá dificuldade de entender e aceitar. Primeiro é que a mudança radical passa pelo fato de que a mensagem, quando jogada ao público, segue se transformando. Ela tem de ser muito mais detalhadamente acompanhada do que na mídia menos interativa.
Mas o segundo grande ponto é que nós estamos entrando na era em que precisaremos aceitar que não poderemos mais mensurar com tanta precisão as consequências de uma ação. Não no curto prazo, pois a multiplicidade de canais para uma mensagem se ampliar é gigantesca. O mercado será um termômtro importante e ele mostrará rápido o resultado, mais rápido do eu intrumentos de mdição. Durante a Guerra do Golfo, em 1990, declarou que ele acompanhava a evolução das tropas, ás vezes, pela CNN. Pois a CNN estava no front, transmitindo ao vivo, mais rápido do que o seu sistema de informações.
Cada vez menos poderemos controlar a expansão das mensagens. O caminho é aprender lidar com o diálogo. E reagir passa a ser tão importante quanto agir.

Monday, August 23, 2010

Nosso mundo mental é um grupo. A solidão e o isolamento são reações ao coletivo. O coletivo nos constitui, tanto quanto a individualidade, e a individualidade absoluta é fruto da ilusão.
Sometimes, in life, somethings we do become so important, that we define ourselves by them.

Then, there is a moment that you quit on doing them. You do not make this decision. You just skip a day, then two, then tree…

One day, your reaction on something surprises you, and you think of yourself and realize you´re not anymore the one you thought you were.

Being, is not “wanting to be”. It is doing the things that make you the one you want to be.

Friday, August 20, 2010

Interessante...social media universe

Criação da agência JESS3, saiu hoje no BlueBus. Achei interessante pra visulizar o cenário.

Monday, August 16, 2010

E o Cliente se Esqueceu....
As empresas esqueceram pra que servem as agências

Acho que um dos maiores prejuízos pro trabalho das agências de comunicação e para as empresas que fazem uso delas, acontece devido ao esquecimento. Me parece que as empresas esqueceram que comunicar com qualidade envolve um pensamento complexo, treinado para pensar uma grande quantidade de variáveis sutis.
As agências eram contratadas para ajudar os clientes a dizerem aquilo que eles queriam dizer da melhor forma possível. Muito tempo de interassão com o cliente era gasto para oferecer aos comunicadores um entendimento profundo do que ele queria dizer. Depois, os comunicadores traduziam isto da maneira como a mensagem melhor levaria o público a compreender o que o cliente desejava dizer.
Hoje as empresas esqueceram-se disso. Nao interagem com os comunicadores para fazer-se entende em profundidade. Interagem com pressa e com ordens diretas. Jogam os problemas no colo das agências sem se diponibilizarem para discuti-los. Não querem escutar da agência o porque da abordagem proposta. Querem apenas dar suas opiniões diretivas, muitas vezes (na maioria) furadas quanto à estratégia de comunicação. Transformam as agências em executores e, com isso, empobrecem o processo e o resultado em toda a cadeia. Triste.

O mais importante aspecto do trabalho das agências deve ser a contrução conjunta do discurso e da estratégia. Mas esta parte foi deixada e lado. Se as empresas soubessem a melhor forma de dizer o que querem dizer, as agências jamais teriam nascido. E agora, esquecem-se disso.

Thursday, August 12, 2010

Agora Eu Quero

Eu quero acalmar a alma até o ponto em que ela não me atormente como um fervilhar de apertos no estômago, mas não quero perder o fervor da alma que dá frio na barriga e medo, pois sem isto ela não estaria calma, mas morta. E jamais poderia morrer a alma, poderia?


Eu quero aplacar a ansiedade para que ela não mais consuma meu ser a cada segundo me impedindo de viver o presente em tudo o que ele tem a oferecer. Mas não quero aplacá-la a ponto de conformar-me tanto com o momento a perder a vontade de algo mais que agora não é e, portanto, poderia ser apenas no futuro.

Quero deixar ir a raiva que me faz reagir como não gostaria de ter reagido no momento seguinte, mas não quero perder a raiva que me permite ser menos do que correto por vezes, assegurando meu direito a ser honrado, respeitado e, às vezes, o simples direito a estar errado, bolas! Por que não?

Quero vencer o cansaço que me derruba na cama e me impede de levantar. Me derrota no sofá ou, por vezes, me deixa jogado onde não queria estar, se força pra me movimentar. Mas não quero vencer o cansaço que me obriga a descansar e me joga no profundo sono que me permite sonhar.

Quero fazer sumir a hipocrisia que me irrita ao meu redor de forma que elimine a incoerência por intenção e a mentira por desvergonha! Mas não quero deixá-la sumir a ponto de que não possa eu, um dia desses, experimentar ser também hipócrita.

Eu quero fazer sumir a fraqueza que não me permite vencer sempre e a falta de poder que não me deixa tornar o mundo o que eu quero que ele seja. Mas não quero trocá-la por tão poderoso poder, a ponto de poder tudo. Pois se com ele viesse o real poder de poder mudar o mundo, não saberia eu concertar o que acho imundo.

Com o poder na mão de gerar a perfeição, não saberia de forma alguma como ela realmente aparenta, pois a perfeição definida por um achar apenas, nada mais é que uma ditadura de ilusão. Pois nada mais é a perfeição do que uma ditadura da ilusão.
A verdade e a Arte



Publicado dia 6 de agosto de 2010 no site www.itu.com.br

Outro dia conheci um grande cara. Aliás, literalmente grande. Lá, do alto dos seus dois metros, ele me disse algo que vem reverberando em mim desde então. Expansivo, engraçado e inteligente, meu caro amigo disse despretencioso: “ Hoje posso ter o carro que eu quiser, a casa que eu quiser, a roupa que eu quiser, a viagem que eu quiser...mas sempre vai faltar alguma coisa, e esta coisa é o dom artístico.”

Que fascínio exerce o artista? O artista não é o que se diz artista, nem mesmo o que vive de sua arte. Estes podem ser artistas, mas não necessariamente o são. Pois o que define o artista não é produzir o que o mundo convencionou chamar arte, pois os artistas nada tem a ver com as convenções. Os artistas vivem o compromisso com sua própria necessidade de expressar-se. E o fazem. O fazem das mais vairadas formas. Formas aprendidas ou criadas, mas, para eles, elas são apenas ferramentas para que possam externalizar seu interior fervente e pulsante. Manifestam para que não explodam e, por vezes, há tanto a ser expressado que mesmo fazendo-o, enlouquecem, como enlouqueceram tantos gênios da arte, e seguirão enluquecendo, pois sua loucura ér uma manifestação de sua maravilhosa sanidade. Porque a sanidade jamais é completa, em ninguém. Não para sempre. No verdadeiro artista a loucura dança o tempo todo ao seu redor e sua arte o mantém no delicado equilíbrio de seu papel no mundo. A arte não tem compromisso algum com a sanidade. Ela não se importa com o que chamamos são, e nem mesmo com o que chamamos louco.

O que nos fascina sobre eles? O que nos fascina é que eles, os verdadeiros artistas, aqueles que não importam serem chamados gênios ou loucos, não expressam a si próprios, pois seu interior não ferve com suas próprias agruras, mas sim com as agruras do mundo ao seu redor que o artista, na sua incrível sensibilidade, capta e expressa. O artista expressa e nós seguimos tentando explicar sua obra inconformados por senti-la sem compreender. Nossas explicações são, para o verdadeiro artista, desimportantes e profundamente desinteressantes, pois o artista ao executar sua obra já aliviou sua alma. O resto é com aqueles, que como eu e meu grande amigo, ficaremos embasbacados admirando e sentindo-nos tocados por aquilo, pois aquilo me toca. Aquela música, aquela pintura ou aquela manifestação que não sei nominar e, talvez, jamais saberei, me toca profundamente e me faz lembrar que eu estou vivo e tenho uma alma e que, principalmente, esta alma também está viva. O artista nos toca sem pretender ou almejar fazê-lo. Como pode ele acessar minha alma se eu mesmo não consigo fazê-lo? Esta despretenção talentosa de nos tocar nos intriga, pois nós, em nossas complexas contruções de poder, parecemos ao artista, insignificantes. E esta insignificância nos incomoda por sabermos ser ela profundamente verdaderia. E nada, nada nos implusiona a discordar e negar tanto quanto as nossas verdades profundas. Um beijo a meus amigos artistas que, por benção desmerecida, tenho tantos.

Wednesday, August 11, 2010

Nem Tudo Pode ser Prioridade
Brincadeira Política, minha opinião ...ou desabafo

Cada vez que escutoalguémquestionando um candidato ele responde: Isso será prioridade no meu governo!

O que isso quer dizer? Eu não sei. Tô esperando algum candidato responder: “Frente a todos os problemas do país e aos recursos limitados, considerando as dificuldades imensas que enfrentaremos, nãopretendo direcionar este tema como prioridade.”

Tenho a sensaçãode que eu adoraria ouvir isto. A prepotência me assusta um pouco nos nossos candidatos. Será que eles não sabem que não poderão resolver tudo? Ou será que somos nós mesmos que preferimos uma postura política infantil, ou melhor, imatura, e ainda queremos que o Governo resolva tudo de maneira messiânica? Temos um pouco deste jeito de criança politicamente. Queremos que o Estado resolva os problemas do país, mas não atuamos como sociedade que contribua para isto. Claro que a sociedade se mobiliza criando ONGs e afins, montando iniciativas importantes. Mas esta é apenas uma instância da organização da sociedade. Há uma instância praticamente abandonada no país: a cobrança séria que a sociedade deve fazer sobre o Governo. Precisamos cobrar o Estado. Há organizações que podem nos ajudar a fazer isto, mas não damos a elas atenção suficiente. A imprensa também atua de forma pouco madura politicamente. Não incentiva fortemente a sociedade a este amadurecimento e não exerce com dedicação o seu papel educador. Sucumbe com facilidade a assuntos novos que levantem a audiência e, em alguns casos, sucumbem ao pedido regado a pressão política.

Fazemos humor de nossa imoralidade política. Ohumor tem alto poder de catarse e consegue expôr temas difícies. Mas ele é pouco transformador, pois carrega certo conformismo que, na minha opinião, já não temos mais direito de aceitar. Acho que a graça acabou.

Não busco um candidato que tenha tudo em suas prioridades. Busco um candidato com puquíssimas prioridades. O número que possa ser abraçado realmente, e queme explique porque e como estas prioridades atuarão na transformação e na melhora deste país.

Thursday, August 05, 2010

Muito bom. É triste que campanhas como esta sejam necessárias, mas são, e muito. ...muito.

A Dimensão do Indivíduo
um pequenino fragmento do novo livro que, por hora, é  um pequeno embrião.


Cada um de nós, em nossa individualidade ,é uma parte e um todo. Somos uma célula num organismo maior. Uma célula fundamental. Uma célula que carrega em si todo o planeta e, com isso, forma sua individualidade a partir de como se insere neste todo. Quanto mais formos capazes de exercitar nossa percepção de que estamos conectados, melhor poderemos influenciar o todo, e mais profunda será nossa conexão. Agredir o próximo também me agride. Quando agredimos alguém, saímos dessa situação com um sentimento de agressividade, mesmo que tenhamos sucumbido o outro, não saímos com um sentimento bom, de amor. Todos nós estamos sujeitos a explosões de paciência que nos levarão a agredir. Mas esta agressão afetará também a mim de maneira ruim, ao passo que o contrário também será verdadeiro. Tratar alguém com amor fará com que o meu sentimento seja de amor. Internamente terei incentivado uma energia de melhor qualidade e potencializado em mim um sentimento bom.


Um crime bárbaro do outro lado do mundo pode não me afetar aparentemente. Mas afetará, ainda que a cadeira para que isto aconteça seja imperceptível, como falamos anteriormente. Não é uma relação direta, mas esta agressão afeta a minha vida. Muito ou pouco. Perceptível ou não.

Praticar a consciência da unicidade individualmente é um exercício de transformação. O caminho é manter sua consciência ampliada e lembrar que você será afetado por tudo. Um papel jogado no chão a uma agressão no trânsito. Você é um agente que pode ser vítima, mas também é causador de tudo que está ao seu redor. Seja um agente positivo desta transformação.



O Enigma da Esfinge


Na Grécia antiga a educação dava-se através dos mitos e das histórias de deuses e suas relações com mortais e monstros. Uma delas conta sobre o Oráculo de Delfos, onde era possível consultar-se com a sacerdotisa Pitonisa, porta-voz da sabedoria de Apolo, deus da luz e das profecias.

Segundo a mitologia, o Oráculo de Delfus apresentava a quem se consultava, o Enigma da Esfinge e por isso há uma estátua da esfinge no templo de Apolo. A imagem tem uma cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia, representações da inteligência do pensar, da coragem do leão e das asas que permitem a elevação espiritual. A palavra esfinge significa apertar a garganta, sufocar. Aquele que decifrasse o enigma sobreviveria, aquele que não conseguisse desvendar sua charada morreria sufocado. A Esfinge dizia: “Decifra-me ou te devoro!”

O enigma da esfinge está composto de três perguntas:
Quem é você? De onde vem? E para onde vai?

Aquele que não souber as respostas para essas perguntas sufocará até a morte.
A representação do mito é profunda: Não conhecer a si mesmo é sufocante. Todo o segredo do Universo se resume a conhecer a si mesmo e buscar constantemente aprofundar este conhecimento.
Quando nos sentimos agredidos por alguém, tendemos a agredir o outro de volta, atribuindo a ele a ação que nos incomodou. O que nos incomodou realmente, porém, é algo que é nosso, não do outro. Ainda que despertado por ele.
Um grande amigo me ofereceu uma metáfora simples: Irritar-se é natural, mas atribuir ao outro a culpa é como se olhar no espelho, não gostar da imagem, e tentar mexer na imagem refletida para alterá-la. Não resolverá. O espelho apenas nos reflete e, para mudar o reflexo, teremos que mudar a nós mesmos”. Sem assumir isto tentaremos alterar a imagem no espelho, obviamente sem sucesso. Por fim, podemos acabar quebrando o espelho. A imagem irá desaparecer, mas a minha sensação de que a questão foi resolvida não passa de uma ilusão e a situação se repetirá no próximo espelho.
Precisamos compreender isto para olhar a esfinge nos olhos, ver a nós mesmos profundamente sem medo e sem sustos. O que mais nos assusta são as profundezas do nosso ser. É nesta escuridão, onde residem nossos medos e nossa fraqueza, que reside também a nossa maior força.

Wednesday, August 04, 2010

Recebi da Jo (Joana Grembecki) e achei que caiu bem neste friozinho!
Um puco de Buenos Aires sempre vai bem no frio.